CIRCUITO JJS EVENTOS DE CORRIDA DE RUA

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9ª CORRIDA DAS PONTES

RESULTADOS

CORRIDA GERAL 10 KM

NOME

TEMPO LÍQUIDO

EQUIPE

1. Stanley Kipcircmir Koecm

00:30:09

FILA

2. José Márcio Leão da Silva

00:30:38

Nascido em Garanhuns e hoje na equipe do Cruzeiro

3. Jair José da Silva

00:31:21

Proj. Performance/ASCES

4. Cícero Vieira da Rocha

00:31:51

Exército Brasileiro/Garanhuns

5. Gilmar de Oliveira Silva

00:31:50

Prefeitura de Garanhuns

FEMININO

NOME

TEMPO LÍQUIDO

EQUIPE

1. Selly Jepkemboi Korir

00:36:00

FILA

2. Mirela Saturino de Andrade

00:37:22

Recife - AACSD

3. Gracinete Moreira Carneiro Santana

00:37:26

Proj. Performance

4. Mary Emannuella Costa Oliveira

00:37:49

Prefeitura de Garanhuns

5. Maria de Lourdes Ferreira de Souza

00:38:11

Usina São José

CORRIDA 5,6 KM

MASCULINO

NOME

TEMPO LÍQUIDO

EQUIPE

1. Rinaldo Santos Leite

00:18:26

Caruaru

FEMININO

NOME

TEMPO LÍQUIDO

EQUIPE

1. Conceição Margarida de Lima

00:24:41

 

 

CORRIDA JORNALISTAS

MASCULINO

NOME

TEMPO LÍQUIDO

1. José E. Benjamim de Moura

00:25:08

2. Marcelo Henrique Sá Barreto

00:30:49

3. Maurício Lopes N. Junior

00:31:56

4. José Alexandre Lopes de Luna

00:32:01

4. Tiago José do Nascimento

00:32:01

5. Renato da Cunha Melo Santos

00:32:17

6. Rodrigo Lobo

00:32:54

7. Rodrigo Góes

00:36:16

8. Marcos A. da Silva

00:38:35

9. Adriano Barbosa

00:39:10

10. Antônio Santos Tenório

00:41:47

FEMININO

NOME

TEMPO LÍQUIDO

1. Patrícia Figueiredo

00:35:58

2. Ana Carolina Maia Magalhães

00:36:40

3. Ana Catharina de Freitas

00:38:37

4. Cristina Luna

00:44:24

5. Ariane Feitosa

00:50:30

6. Ana Carolina Dias

00:56:59

A história do Recife sob os pés de corredores do mundo inteiro

Mais de cinco mil pessoas de Pernambuco, de vários estados do Brasil e também de outros países, incluindo atletas quenianos que vêm colecionando vitórias mundo afora e a elite nacional das corridas de rua, participaram este ano da 9ª Corrida das Pontes do Recife. Foram 5,5 mil inscritos, sendo 500 na Corrida Infantil, 1,2 mil na Corrida 5 Km, 800 na Caminhada e 3 mil na Corrida 10 Km. Toda essa gente pisando firme nas ruas históricas e pontes do centro atraídas pela já considerada a maior competição de pedestrianismo de rua do Norte e Nordeste.
Entre os nomes de destaque que participaram da prova no pelotão de elite estão os quenianos Stanley Kipcircmir Koecm, de 27 anos, e Selly Jepkemboi Korir, de 31 anos; além de vários pernambucanos como Ubiratan José dos Santos, representando a Usina São José e que conquistou o segundo lugar na edição passada; Jair José da Silva, que ficou em terceiro colocado também no ano passado; Marcos Antonio Pereira, que compete pela Acrimet e SESI e ficou com a quarta colocação na oitava edição; Maria de Lourdes Ferreira de Souza, 31 anos; e Sara Liberato Diniz de Lima, 32 anos - que também participaram da corrida passada; ambas competindo pela Usina São José.
É um turismo diferente, de gente que literalmente “passa correndo”, mas deixa muito para cidade. O evento, que já está na sua nona edição, integra desde 2010 as comemorações do aniversário da capital pernambucana. “Anteriormente a corrida abria as comemorações do São João, mas a importância que adquiriu a prova no mundo inteiro contribuiu para a mudança, como uma forma de valorizar ainda mais a história desta bela cidade, parte da minha vida, com toda a riqueza do seu passado”, diz José João da Silva, pernambucano de Bezerros, bicampeão da São Silvestre e presidente da JJS Eventos, responsável pela organização da Corrida das Pontes.
De acordo com a organização, todos os anos, desde a primeira edição do evento, em 2004, cerca de 20% dos participantes vêm de outros países e de outros estados do Brasil.
Um dos grandes atrativos da competição no Recife é o valor histórico e turístico do percurso.  “Eu mesmo conheci o mundo correndo. Hoje vivo em São Paulo e desde que fundei a JJS Eventos tive certeza de que continuaria viajando pelo Brasil para promover novas corridas em lugares diferentes. No Recife, desde o princípio, sabia que o projeto tinha que passar pelas pontes, pela beleza e riqueza histórica deste cenário”, declara José João. Somente neste ano de 2012, serão ao todo seis provas realizadas pela JJS, em várias cidades do País, três delas em São Paulo, uma em Minas, uma no Rio e uma em Pernambuco.
As ruas do Centro do Recife, nos bairros da Boa Vista, São José e Santo Antônio, são o cenário da Corrida das Pontes. De acordo com as expectativas dos organizadores, cerca de 5,5 mil pessoas percorreram, caminhando, cadeirando e correndo, várias das vias históricas da cidade. A largada e a chegada acontecem sempre no Marco Zero. “Graças ao charme do cenário, ilustrado pelas pontes e ruas históricas, a prova do Recife tem o diferencial poético do percurso”, diz.
Seguindo o padrão internacional das melhores disputas do mundo, o tempo dos participantes é medido por chips colocados nos tênis dos corredores, com dispositivo eletrônico que permite o monitoramento, em tempo real, do tempo bruto e do tempo real de cada corredor durante toda a prova.
Este ano, a Corrida das Pontes contou com duas parcerias de destaque. A primeira é da Tetra Pak com o movimento “Reciclagem da Caixinha” convidando as pessoas a fazer a separação dos resíduos. Além de disseminar a mensagem da importância da coleta seletiva, o objetivo da ação é alavancar os índices de reciclagem das embalagens da Tetra Pak, em todo o País. A segunda é da Fundação Abrinq-Save the Children, com a campanha “Por Todas as Crianças” que tem como objetivo sensibilizar a sociedade para o problema da mortalidade infantil e principalmente mostrar às pessoas que a participação delas é fundamental para que muitas mortes sejam evitadas.
Outra novidade desta edição, é que os corredores contaram com o suporte médico da Rede D´Or São Luiz, representada no Estado pelos Hospitais Esperança, São Marcos e Prontolinda, com três ambulâncias e duas UTI`s móveis com médicos e enfermeiros e plenamente equipadas com desfibriladores. Já na chegada, a Rede D´Or montou um posto também com médicos, técnicos de enfermagem, macas, balão de oxigênio e material para atendimento de primeiros socorros.
Todos os corredores receberam água, barra de cereal e isotônico para repor as energias. “Também há camisetas e medalhas para todos que concluíram a prova, não apenas para os vencedores, numa forma de estimular a integração das pessoas que não estão apenas interessadas em ganhar, mas sim, em participar de um evento belo e grandioso como esse”, diz José João. Este ano, os primeiros colocados nas categorias masculino e feminino da Corrida Geral 10 km receberam uma moto Kasinski Prima, no valor estimado de R$ 7 mil. Para o 2º, a premiação foi de R$ 3 mil; para o 3º de R$ 1,5 mil; para o 4º R$ 1 mil; e R$ 750 para o 5º lugar.
A Corrida das Pontes do Recife Carrefour 10Km tem o apoio oficial e a chancela do Ministério do Esporte, Governo do Estado de Pernambuco e da Federação Pernambucana de Atletismo. A realização é da Prefeitura do Recife e da JJS Eventos, com patrocínio do Carrefour, Tetra Park, Esposende, Petrobrás, Chesf, White Martins, Fila, Toyolex, Rapidão Cometa, Dettol e Maxxi Goiabinha.

As pontes do Recife: história sob os nossos pés

Sejam heranças da época da dominação holandesa ou de outros períodos, as nossas pontes têm muito o que dizer sobre o Recife. Abaixo um pedacinho da história das pontes que integram o percurso da corrida. Os dados foram extraídos de pesquisas publicadas na internet pela Fundação Joaquim Nabuco:

Ponte 12 de Setembro (Antiga Ponte Giratória) - No passado, a ponte era móvel e se abria para dar passagem às embarcações a vela carregadas de açúcar para o Cais do Abacaxi, atual Cais de Santa Rita. Por esse motivo, era chamada de Giratória. Quando perdeu sua função de mobilidade, a ponte foi reconstruída no ano de 1971, em cimento. Em homenagem a data de construção da sua antecessora, foi batizada de 12 de Setembro.

Ponte da Boa Vista - Considerada a ponte mais típica e original do Recife, ela liga atualmente a rua Nova, no bairro de Santo Antônio à rua da Imperatriz, na Boa Vista. Sua origem é do tempo dos holandeses. Em 1640, o príncipe Maurício de Nassau mandou construir uma ponte por onde os moradores pudessem atravessar o rio Capibaribe, do continente para a ilha de Santo Antônio, e desta para o Recife, indo e voltando continuamente sem estorvo.
A ponte holandesa da Boa Vista, assim chamada por ligar o bairro da Boa Vista ao de Santo Antônio, ia da frente do Palácio da Boa Vista, onde hoje se encontra o convento do Carmo, até ao local onde foi construída depois a Casa de Detenção, atual casa da Cultura.
 Foi construída em sete semanas, de madeira resistente e era guarnecida por parapeitos, para que não detivessem o caminho do rio quando as águas subissem, principalmente nas luas cheias. Segundo documento de 1699, media 3.000 palmos.
 Essa primeira ponte da Boa Vista resistiu por um século, e poderia ter resistido mais, se o governador da província de Pernambuco, Henrique Luís Pereira Freire (1737-1746), não a tivesse destruído para construir uma outra em local diferente, nos meados do século XVIII.
 Essa nova ponte, construída no mesmo local da que existe hoje, era também em madeira e media 899 palmos de comprimento por 20 de largura. Passou por vários reparos, sendo praticamente reconstruída pelo engenheiro Antônio Bernardino Pereira do Lago, em 1815, quando recebeu gradis de ferro e calçamento com seixos irregulares trazidos da ilha de Fernando de Noronha, além de varandas, de cada lado, onde foram colocados bancos de madeira.
Os bancos da ponte da Boa Vista ficaram famosos na cidade. Segundo Pereira da Costa, durante o dia eram ocupados por mendigos e à tardinha eram disputados pelos faladores da vida alheia, quando se enterravam os vivos e desenterravam-se os mortos. Surgiu, inclusive, um periódico intitulado A Ponte da Boa Vista, cujo primeiro número circulou no dia 11 de junho de 1835, trazendo abaixo do título uma alusão aos apreciados e decantados bancos. Segundo Luís do Nascimento, A Ponte da Boa Vista publicou mais sete edições, em 1835, e mais seis no ano de 1836, todas anunciadas pelo jornal Diario de Pernambuco.
Em agosto de 1874, por ordem do então governador da província, Henrique Pereira de Lucena, o futuro Barão de Lucena, foram iniciadas as obras de reconstrução da atual ponte da Boa Vista, dessa vez com projeto do engenheiro Francisco Pereira Passos, que lhe deu uma aparência mais moderna e menos provinciana.
Desapareceram os famosos bancos. Com estrutura inteiramente metálica, fabricada na Inglaterra, toda em ferro batido, a nova ponte foi inaugurada no dia 7 de setembro de 1876. Media 145,10 m de comprimento por 13,224 m de largura, com duas passarelas laterais de 2 m de largura, destinadas aos pedestres, e um vão central para veículos e animais, medindo 7,70 m. Com a aparência de uma ponte ferroviária é muito semelhante a Ponte Nova, de Paris, construída, em 1578, no reinado de Henrique III.
Existem nas suas quatro pilastras de entrada, diversas inscrições que registram datas e fatos históricos relevantes de Pernambuco e do Brasil, como a invasão dos holandeses (1630); as Batalhas das Tabocas, de Casa Forte (1645) e dos Guararapes (1648-1649); a restauração de Pernambuco (1654); a Guerra dos Mascates (1710); a Revolução de 1817; a Confederação do Equador (1824); a abdicação de Pedro I e início do reinado de Pedro II (1831).
 Durante as décadas de 1940 e 1950, a ponte era um local importante na vida social da cidade. Pelas suas passarelas laterais desfilavam as últimas versões de vestidos, chapéus e maquiagens. Surgiram também os fotógrafos do retrato instantâneo, que ofereciam seus serviços e faziam ótimos negócios. Na época, as máquinas fotográficas ainda eram uma novidade.
 Parcialmente destruída pelas enchentes do rio Capibaribe em 1965 e 1966, a ponte da Boa Vista foi restaurada, em 1967, na gestão do então prefeito Augusto Lucena.  O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) embargou a obra, porém suas passarelas já haviam sido alargadas, seus pilares unidos por um revestimento de concreto até o nível da água e toda a estrutura do lastro inferior já havia sido concretada.

Ponte do Limoeiro – Está sobre o rio Beberibe e une o bairro do Brum ao de Santo Amaro e a rua Cais do Apolo à Av. Norte. A primeira ponte erguida neste local era de metal, possuindo apenas os trilhos nos dormentes. Não havia passagem para pedestres. Fora construída em 1881 para dar passagem aos trens de uma estrada de ferro, a chamada linha norte do Estado, explorada pela Great Western, que se destinava à cidade de Limoeiro.  O Governo Provincial, desde 1868, previa muito lucro no transporte ferroviário do açúcar pernambucano entre o Recife e a cidade de Limoeiro, uma vez que, no percurso planejado, havia muitos engenhos e fazendas de gado. Foi substituída por outra, construída em concreto pela Empresa Christian Nielsen, e inaugurada no dia 30 de julho de 1966 pelo Senador Pessoa de Queiroz, na administração do prefeito Augusto Lucena.

 

Corrida das Pontes em números...

 

  • A Corrida das Pontes do Recife Carrefour 10KM está na sua nona edição e integra pela terceira vez o calendário das comemorações do aniversário da capital pernambucana, que completou, este ano, 475 anos.
  • Em 2012 são 5,5 mil inscritos, mais do que o dobro das primeiras edições, quando participavam apenas 2,5 mil competidores. E como todo evento de qualidade, tudo foi elevado, não apenas o número de participantes, mas o investimento, que iniciou na casa dos R$ 450 mil e este ano pulou para cerca de R$ 800 mil.

 

  •  Muitos nomes de destaque no cenário das corridas de rua já prestigiaram a prova recifense. Na sexta edição vieram os quenianos Biwott Stanley Kipleting e Anne Cheptanui Bererwe. Foi a primeira vez de Biwott na cidade, porém Anne já tinha participado da corrida no ano anterior. No pelotão de elite da sétima edição figuraram a campeã da Meia-maratona de São Paulo, Rumokol Elizabeth Chepkanan; o campeão da Corrida Santos Dumont de 2008, Kiprop Mutai, ambos do Quênia e também o pernambucano Ubiratan José dos Santos, que foi campeão da Corrida das Pontes em 2006.
  • No ano passado, os quenianos Kipkemei Mutai e Ednah Mukhwana confirmam mais uma vez a hegemonia do país na 8ª Corrida das Pontes do Recife – Carrefour 10 KM. Foi o quarto ano que a prova principal de 10Km foi liderada por atletas da Kênia. Kipkemei finalizou a prova com 29 minutos e 41 segundos e Ednah com 35 minutos e quarenta e seis segundos. Logo atrás da dupla, esteve o pernambucano Ubiratan José dos Santos com 29 minutos e cinquenta e dois segundos e a maranhense Larisse do Nascimento Souza com tempo de 36 minutos e 47 segundos. Em terceiro colocado esteve ainda o maranhense Adelson Alves Rodrigues com tempo de 30 minutos e 22 segundos e a paraibana Mary Emannuele da Costa Oliveira que terminou a corrida em 37 minutos. Em quarto e quinto lugares venceram os garanhuenses José Marcio e Marcos Antônio, e Miriam Farias da Silva e Josefa Monteiro de Melo, respectivamente.